5 benefícios da neuromodulação não invasiva que você não conhecia
Saiba como funciona a neuromodulação não invasiva e quais doenças ele ajuda a tratar

Nos últimos anos, a neuromodulação não invasiva tem ganhado destaque como uma técnica promissora para o tratamento de diversas condições neurológicas e psiquiátricas.
Devido a utilização de tecnologias como a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), esse método oferece uma abordagem menos invasiva em comparação com os tratamentos tradicionais.
Além disso, ambas técnicas têm o potencial de modular a atividade cerebral, potencializando assim processos de neuroplasticidade.
Como funciona a neuromodulação não invasiva?
De acordo com a neurocientista com PhD em neurologia pela USP e professora da UNIFESP, Dra Carolina Souza, a neuromodulação não invasiva ajuda a tratar principalmente os sintomas motores das doença neurodegenerativas como doença de Parkinson e Alzheimer: “O equipamento usado nas sessões de neuromodulação tem a capacidade de modular a atividade cerebral, ele induz uma corrente elétrica que ajuda a modular a atividade cerebral, isso favorece a recuperação das funções que foram prejudicadas em decorrência de doenças, auxiliando na recuperação”, afirma neurocientista.
A seguir estão cinco benefícios dessa técnica que você talvez não conheça, junto com algumas das doenças que ela pode tratar.
5 benefícios da neuromodulação não invasiva
- Alívio da depressão resistente ao tratamento
A depressão resistente ao tratamento é uma condição debilitante para muitos pacientes que não respondem bem aos medicamentos convencionais.
A neuromodulação não invasiva, especialmente a EMT, tem mostrado resultados promissores ao estimular regiões específicas do cérebro associadas ao humor e à regulação emocional.
Segundo estudos, pacientes submetidos a esse tratamento experimentam uma melhora significativa nos sintomas depressivos, proporcionando uma nova esperança para aqueles que lutam contra a depressão crônica.

Melhora cognitiva em pacientes com Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Assim, a neuromodulação não invasiva tem sido explorada como uma forma de retardar a progressão da doença e melhorar a função cognitiva.
De acordo com pesquisas, a ETCC pode ajudar a aumentar a plasticidade cerebral, facilitando a formação de novas conexões neurais e melhorando a memória e a capacidade de aprendizagem em pacientes com Alzheimer.
Redução da dor crônica
De fato, a dor crônica pode ser uma condição complexa e difícil de tratar. Afinal, ela exige, muitas vezes, o uso prolongado de analgésicos, com riscos de dependência e efeitos colaterais.
Sendo assim, a neuromodulação não invasiva oferece uma alternativa segura e eficaz, modulando a atividade neural em áreas do cérebro relacionadas à percepção da dor.
Como resultado, pacientes submetidos a tratamentos como a EMT têm relatado uma diminuição significativa na intensidade da dor, melhorando sua qualidade de vida sem os efeitos adversos dos medicamentos.
Tratamento de transtornos de ansiedade
Os transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de pânico e transtorno de ansiedade generalizada, afetam uma parcela significativa da população.
Devido a estimulação de áreas específicas do cérebro responsáveis pela resposta ao estresse e à ansiedade, a neuromodulação não invasiva tem se mostrado eficaz na redução dos sintomas ansiosos.
Sendo assim, ela pode ser uma alternativa valiosa para pacientes que não respondem bem à terapia cognitivo-comportamental ou aos medicamentos ansiolíticos.
Reabilitação pós-AVC
Pacientes que sofrem um acidente vascular cerebral (AVC) frequentemente enfrentam desafios significativos na recuperação da mobilidade e das funções cognitivas.
Sendo assim, a neuromodulação não invasiva tem sido utilizada como uma ferramenta complementar na reabilitação pós-AVC, ajudando a promover a neuroplasticidade e acelerar a recuperação funcional.
Por exemplo, a ETCC, pode ser usada para estimular as áreas motoras do cérebro, facilitando a recuperação dos movimentos e melhorando a independência dos pacientes.
Dessa maneira, com os avanços contínuos na pesquisa e na tecnologia, a neuromodulação não invasiva promete revolucionar o tratamento de diversas condições neurológicas e psiquiátricas, oferecendo novas esperanças para pacientes ao redor do mundo.
Você já conhecia os benefícios da neuromodulação não invasiva? Conhece alguém que precisa? Entre em contato com a Reabilitar Clínica e veja como podemos te ajudar.
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