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Conheça a Demência Frontotemporal: doença que afeta Maurício Kubrusly jornalista da TV Globo

Entenda como essa a Demência Frontotemporal afeta o comportamento e a fala dos pacientes e como a neuromodulação não invasiva pode oferecer alívio aos sintomas

Créditos foto: Maurício Kubrusly na inauguração do Teatro Bradesco, no Bourbon Shopping, em 2009 (Marcos Rosa/Reprodução)

Recentemente, o jornalista Maurício Kubrusly foi diagnosticado com Demência Frontotemporal (DFT), mesma condição neurodegenerativa que afeta o ator Hollywoodiano Bruce Willis.

A doença impacta a personalidade, o comportamento e a fala dos pacientes. Diferente do Alzheimer, a DFT é menos comum e atinge principalmente pessoas acima dos 50 anos. A doença pode se manifestar através de alterações comportamentais, perda de empatia, problemas na fala e dificuldades cognitivas.

Conhecido por seu estilo descontraído e acolhedor, Kubrusly ganhou popularidade nos anos 2000 com o quadro “Me Leva, Brasil”, no qual viajava pelo país contando histórias de pessoas comuns, mostrando o lado humano e inspirador da vida cotidiana.

Além disso, sua carreira inclui colaborações em programas jornalísticos icônicos do Brasil como o “Fantástico”, onde seu olhar atento e curioso o transformou em uma figura querida pelo público.

Portanto, com a notícia do diagnóstico de Kubrusly, houve uma visibilidade para essa condição. Embora rara, a Demência Frontotemporal (DFT) pode impactar profundamente tanto os pacientes quanto suas famílias.

O documentário Kubrusly: Mistério Sempre Há de Pintar por Aí retratará a trajetória profissional do repórter. Além de homenagear a carreira brilhante do jornalista, o documentário também vai expor a importância de discutir as doenças neurodegenerativas, como a DFT.

Tratamentos e qualidade de vida

Apesar de não existir cura para a DFT, a neuromodulação não invasiva tem se destacado como uma alternativa promissora para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A fim de regular a atividade neural e reduzir os efeitos da doença, esta técnica envolve o uso de dispositivos que estimulam áreas específicas do cérebro.

Por exemplo, a estimulação magnética transcraniana (EMT) é uma forma de neuromodulação que utiliza campos magnéticos para estimular células cerebrais e melhorar as funções cognitivas e comportamentais. De acordo com pesquisas, a EMT pode auxiliar pacientes com demência frontotemporal a controlar alguns dos sintomas, como a irritabilidade, impulsividade e dificuldades de fala.

Além disso, o uso da neuromodulação tem mostrado potencial para atuar de forma complementar aos tratamentos medicamentosos e terapias convencionais, ajudando a retardar o avanço dos sintomas e proporcionar maior estabilidade emocional e cognitiva.

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