Dia Nacional de Atenção à Dislexia: 3 dicas para identificar essa condição em crianças
Entenda os sinais da dislexia e saiba como o diagnóstico precoce pode fazer a diferença no desempenho escolar e na autoestima das crianças

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, há uma estimativa de que 5% da população brasileira possui essa condição, principalmente em idade escolar. Sendo assim, o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, celebrado anualmente em 16 de novembro, chama a atenção para essa condição.
A dislexia é um transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica que afeta a habilidade de leitura, escrita e soletração. Portanto, quando não identificada cedo, pode impactar negativamente a vida escolar e a autoestima das crianças.
Apesar de, muitas vezes, as crianças com dislexia serem rotuladas como “preguiçosas” ou “desinteressadas”, na verdade estão enfrentando desafios reais que precisam de apoio e estratégias adequadas.
Por isso, reconhecer os primeiros sinais de dislexia é essencial. Dessa forma, tanto pais quanto educadores poderão buscar ajuda especializada e garantir que a criança receba o suporte necessário para se desenvolver plenamente.
3 dicas de como identificar a dislexia em crianças
Dificuldade persistente em aprender a ler e a escrever:
Um dos principais sinais de dislexia é a dificuldade em associar letras a seus sons, o que torna o processo de leitura e escrita lento e frustrante para a criança. Assim, mesmo após várias tentativas e explicações, a criança pode ter problemas para reconhecer palavras familiares ou formar frases coerentes.
Troca de letras ou sons semelhantes:
É comum que crianças disléxicas troquem letras como “b” e “d” ou “p” e “q”, tanto na escrita quanto na leitura. Além disso, elas também podem inverter a ordem das letras em uma palavra, o que dificulta a compreensão do texto e pode causar muita confusão durante a alfabetização.
Dificuldade em seguir instruções sequenciais:
Crianças com dislexia costumam ter problemas para seguir ordens que exigem uma sequência lógica, como tarefas que precisam ser realizadas em etapas. Portanto, elas podem se perder no meio do processo ou executar as etapas fora de ordem, o que pode gerar frustração e desmotivação.
A importância do diagnóstico precoce e novos tratamentos
Ao identificar os sinais de dislexia o mais cedo possível, é possível fornecer intervenções adequadas que ajudam a criança a desenvolver habilidades de leitura e escrita mais efetivas.
O acompanhamento de profissionais como psicopedagogos e fonoaudiólogos, além de técnicas específicas de ensino, são fundamentais para que a criança consiga superar as dificuldades e fortalecer sua autoestima.
Além disso, a neuromodulação não invasiva emerge como uma abordagem promissora no tratamento da dislexia, atuando diretamente no cérebro para melhorar a capacidade de processamento da linguagem e das funções cognitivas.

Assim, técnicas como a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) são capazes de modular a atividade cerebral em áreas associadas à leitura, escrita e reconhecimento de padrões linguísticos.
De acordo com a neurocientista e pesquisadora da USP, Carolina Souza, estudos recentes mostram que, quando combinada com terapias tradicionais, a neuromodulação pode potencializar os resultados no tratamento da dislexia: “Isso acontece, porque a neuromodulação não invasiva promove uma maior plasticidade cerebral e com o treino cognitivo é possível facilitar o aprendizado em crianças com dislexia”, o tratamento sempre deve ser realizado juntamente com a Fonoaudióloga, orienta a neurocientista.
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