ESCLEROSE MÚLTIPLA
A esclerose múltipla é uma doença crônica do sistema nervoso central que afeta pessoas em todo o mundo. Caracterizada por uma resposta autoimune desregulada, a doença pode causar uma ampla gama de sintomas e impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Com o intuito de buscar compreender melhor os desafios enfrentados pelos indivíduos que convivem com esclerose múltipla, neste texto, exploraremos os principais aspectos da doença, desde sintomas até as opções de tratamento.
O QUE É A ESCLEROSE MÚLTIPLA?
O termo “esclerose múltipla” se refere a várias áreas de cicatrização (esclerose) resultantes da perda dos tecidos que envolvem os nervos (bainha da mielina) no cérebro e na medula espinhal.
Essa perda denomina-se desmielinização. Às vezes, as fibras nervosas que enviam mensagens também são afetadas. Assim sendo, com o tempo, o cérebro pode encolher, pois os axônios são destruídos.
Em todo o mundo, cerca de 2,8 milhões de pessoas têm a doença e cerca de 107.000 pessoas são diagnosticadas com esclerose múltipla a cada ano.
Mais comumente, a doença começa entre os 20 e 40 anos de idade, mas pode começar a qualquer momento entre os 15 e 60 anos de idade. De certa forma, ela é mais comum em mulheres e incomum em crianças.
QUAIS OS SINTOMAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA?
A esclerose múltipla é uma doença complexa e variável, que pode afetar cada pessoa de maneira diferente. Afinal, os sintomas podem surgir de forma gradual ou repentina, e sua intensidade e duração podem variar ao longo do tempo. Abaixo estão alguns dos sintomas mais comuns da esclerose múltipla:
- Fadiga: a fadiga é um dos sintomas mais prevalentes. É uma sensação de exaustão intensa e persistente, que pode interferir nas atividades diárias;
- Problemas de visão: pode causar problemas de visão, como visão turva, visão dupla ou perda parcial da visão. Isso ocorre devido aos danos aos nervos oculares;
- Dificuldades motoras: os sintomas motores podem incluir: espasticidade, fraqueza muscular, espasmos musculares, dificuldades de coordenação e equilíbrio. Portanto, isso pode afetar a capacidade de caminhar e realizar tarefas motoras finas;
- Problemas de sensibilidade: alguns indivíduos podem experimentar alterações na sensibilidade, como: formigamento, dormência ou sensação de queimação em partes do corpo;
- Problemas de locomoção: a progressão da doença pode levar a dificuldades crescentes na locomoção. Isso pode incluir problemas para andar, falta de coordenação e marcha instável;
- Problemas urológicos e intestinais: a esclerose múltipla pode afetar o controle da bexiga e do intestino, resultando em incontinência urinária, urgência urinária, constipação ou dificuldade para controlar os movimentos intestinais;
- Dificuldades cognitivas: alguns pacientes podem experimentar problemas cognitivos, como: dificuldade de concentração, memória de curto prazo comprometida, lentidão no processamento de informações e dificuldade de raciocínio;
- Alterações emocionais: a doença pode causar alterações emocionais, como depressão, ansiedade, irritabilidade e alterações de humor;
- Dor crônica: alguns pacientes podem experimentar dor crônica associada à esclerose múltipla, como dores de cabeça recorrentes ou dores nas costas.
QUAIS AS CAUSAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA?
As causas da esclerose múltipla são multifatoriais, e acredita-se que ocorra com maior frequência em indivíduos que tenham predisposição genética e que sejam submetidos a determinados fatores ambientais.
Além disso, as pessoas que são expostas no início da vida a um vírus (possivelmente um herpesvírus ou retrovírus) ou a alguma substância desconhecida que, de alguma maneira, aciona o sistema imunológico para atacar os tecidos do próprio corpo (reação autoimune).
A reação autoimune causa inflamação, que provoca lesão na bainha de mielina e nas fibras nervosas subjacentes.
Esses danos na mielina resultam em inflamação e cicatrizes (esclerose), interferindo na transmissão dos impulsos nervosos e causando os sintomas característicos da esclerose múltipla.
COMO A NEUROMODULAÇÃO PODE AJUDAR NO TRATAMENTO?
No caso da esclerose múltipla, a neuromodulação pode ser utilizada como uma opção de tratamento complementar para ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
É importante ressaltar que a neuromodulação não é uma cura para a esclerose múltipla, mas um caminho significativo para melhorar a qualidade de vida, quando bem associada aos programas tradicionais de reabilitação.
O tratamento com neuromodulação deve ser realizado sob a supervisão de profissionais de saúde especializados e individualizado de acordo com as necessidades de cada paciente, tendo bons resultados no equilíbrio da marcha, nos quadros de dor e nos sintomas secundários, como a depressão, constipação e outros.
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