Esclerose Múltipla: conheça os 5 primeiros sinais da doença
Saiba como perceber os sintomas da esclerose múltipla na fase inicial e como a neuromodulação não invasiva pode ajudar

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, mais especificamente o cérebro e a medula espinhal.
Os primeiros sintomas da condição podem variar e seus sinais podem aparecer de forma súbita ou gradual. Além disso, muitas vezes são confundidos com outras condições, dificultando o diagnóstico precoce.
Conheça os cinco primeiros sintomas mais comuns da esclerose múltipla (EM):
- Fadiga – Uma sensação extrema de cansaço, muitas vezes desproporcional à atividade realizada.
- Problemas de visão – Como visão embaçada, perda parcial de visão (neurite óptica) ou dor ao mover os olhos.
- Dormência ou formigamento – Sensações anormais nas extremidades, como dormência, formigamento ou sensação de queimadura.
- Dificuldades motoras – Fraqueza muscular, problemas de coordenação e equilíbrio, que podem dificultar a locomoção.
- Espasmos musculares – Rigidez ou espasmos involuntários, principalmente nas pernas.
Esses sintomas podem variar em intensidade e frequência de pessoa para pessoa, e geralmente aparecem em surtos.
Como é feito o diagnóstico de esclerose múltipla?
O diagnóstico de esclerose múltipla é geralmente feito por um neurologista e envolve uma série de exames, como a ressonância magnética.
Dessa forma, esses exames detectarão lesões no cérebro e na medula espinhal, além de punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano.
Além disso, os testes ajudam a descartar outras condições com sintomas semelhantes e a confirmar a presença da EM, permitindo o início rápido do tratamento.
Quais são os tratamentos disponíveis para esclerose múltipla?
Os tratamentos para a esclerose múltipla focam em controlar os sintomas, reduzir a frequência de surtos e retardar a progressão da doença.
Portanto, medicamentos imunomoduladores, reabilitação física e terapias ocupacionais são fundamentais para ajudar os pacientes a manter a qualidade de vida e a independência.
Segundo a neurocientista e pesquisadora do Hospital das Clínicas do grupo de distúrbios de movimentos da Faculdade de Medicina da USP, Carolina Souza, a EM é uma doença que afeta muito a qualidade de vida do paciente.
Por isso é preciso que o indivíduo passe por uma reabilitação com médico e equipe especializados em doenças desmielinizantes: “Isso pode ajudar na qualidade de vida, manter a vida ativa. Por ser uma doença que afeta os movimentos, o paciente precisa manter atividades físicas regulares. A qualidade de vida do paciente com esclerose múltipla pode ser boa. Basta ele seguir à risca as orientações da equipe médica”, afirma a neurocientista.
Tratamento de esclerose múltipla pela neuromodulação não invasiva
Uma opção de tratamento de reabilitação motora e cognitiva que vem trazendo cada vez mais resultados para os pacientes é a neuromodulação não invasiva.
As duas técnicas mais utilizadas na neuromodulação são:
- Estimulação Magnética Transcraniana (TMS): utiliza campos magnéticos para estimular áreas específicas do cérebro, ajudando na recuperação motora ou cognitiva
- Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS): envolve a aplicação de correntes elétricas fracas para modular a excitabilidade neuronal, facilitando a recuperação de funções.

Além disso, a união dessas técnicas com o treino motor, cognitivo e fonoaudiólogo durante o tratamento podem potencializar os resultados do tratamento como explica a neurocientista Carolina Souza: “Esses métodos podem, com associação de fisioterapia neurofuncional, potencializar as respostas motoras, cognitivas e fonoaudiológicas dos pacientes, aumentando os efeitos da reabilitação de um modo geral, minimizando sequelas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla”, afirma a neurocientista especialista em reabilitação motora.
Embora ainda não exista cura para a esclerose múltipla, os avanços no tratamento têm permitido que muitas pessoas convivam com a doença de forma mais controlada e com menos limitações.
Algum familiar ou amigo seu possui algum dos sintomas da esclerose múltipla? Ou já tem o diagnóstico para a doença? Saiba como a Reabilitar Clínica pode ajudar com os nossos tratamentos como fisioterapia, neuromodulação não invasiva e fonoterapia.
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