Você sabe o que é ataxia?
Saiba o que é ataxia e quais são os possíveis tratamentos para melhorar a qualidade de vida e os sintomas

Apesar de ser pouco conhecida, a ataxia tem um impacto profundo na qualidade de vida de seus portadores e de suas famílias. Afinal, eles enfrentam desafios diários na busca por diagnósticos precisos e tratamentos eficazes.
O que é ataxia?
As ataxias são um grupo de distúrbios neurológicos que afetam o equilíbrio, a coordenação motora e outras habilidades. Dessa forma, representam um desafio significativo para quem convive com a doença.
A condição pode ser causada por fatores genéticos (hereditárias) ou adquiridos (por lesões no cerebelo como AVC, traumas, tumores). Como consequência, comprometem funções como caminhar, falar e realizar tarefas diárias.
Mas, felizmente, os avanços da saúde têm oferecido novas opções de tratamento que visam aliviar os sintomas e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.
Geralmente, o curso da doença pode ser evidenciado por episódios de quedas que resultam em uma elevada taxa de lesões, geram medo nos indivíduos e podem afetar diretamente a qualidade de vida. Afinal, o cerebelo possui diversas funções que incluem a manutenção do equilíbrio e da postura, controle do tônus muscular, controle dos movimentos voluntários, aprendizagem motora e funções cognitivas específicas.
Quais são os sinais da ataxia?
Entre os sinais que podem indicar o início da ataxia estão a perda de coordenação motora, especialmente nas mãos e nos braços, que afeta tarefas simples, como abotoar uma camisa.
Além disso, outro sintoma comum é a instabilidade ao caminhar, com quedas frequentes e dificuldade para manter o equilíbrio. Assim como alterações na fala, como a dificuldade para articular palavras claramente, e tremores involuntários também estão entre os sinais de alerta.
Novas abordagens de tratamento
Atualmente, já existem novas abordagens de tratamentos para a ataxia que visam melhorar os sintomas e a qualidade de vida. A neuromodulação não invasiva é uma abordagem promissora no tratamento da ataxia, utilizando técnicas como estimulação magnética transcraniana (EMT) e estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC).
A EMT é uma técnica não-invasiva e indolor que fornece pulsos magnéticos a uma determinada frequência e intensidade. Assim, induz um campo elétrico nas camadas cerebrais, capaz de despolarizar os axônios dos neurônios e promover a modulação neuronal de forma excitatória ou inibitória (Lefaucheur, J. et al, 2014)

Nesse sentido, alguns estudos têm evidenciado o cerebelo como um importante alvo para a estimulação magnética transcraniana em pacientes com ataxia (Manor, B., et al, 2019) (França, C., et al, 2020). Isso ocorre devido às suas conexões com as estruturas corticais, como por exemplo as áreas sensoriomotoras (Buckner, R. L., et al, 2011) que possibilita modular a excitabilidade das vias de conexão cerebelo-tálamo-corticais, diminuindo os sintomas da Ataxia.
Como essas técnicas auxiliam no tratamento da ataxia?
Segundo a neurocientista e pesquisadora do Hospital das Clínicas do grupo de distúrbios de movimentos da Faculdade de Medicina da USP, Carolina Souza, essas técnicas atuam modulando a atividade cerebral, especificamente na região do cerebelo (região cerebral mais acometida nos casos de Ataxias): “Ao estimular o cerebelo, é possível melhorar os sintomas motores, como a marcha instável e a falta de coordenação, comuns em pacientes com ataxia”, afirma a neurocientista.
Além disso, a neuromodulação tem a vantagem de ser um método seguro, com poucos efeitos colaterais, tornando-se uma opção viável para complementar outras terapias.
Conheça a história da Dona Olga, paciente de ataxia da Reabilitar Clínica no nosso canal do Youtube
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